Caminhando eu a encontrei, olhei distraidamente... Estava lá: suave, tranqüila, parecia em câmera lenta enquanto ao seu redor vento, folhas e carros figuravam.
No segundo olhar EU estava mais terno... Enquanto admirava suas curvas algo a fez virar em minha direção. Percebi e travei. Não era assim, pensei;
A olhava com se fosse na televisão, sem que ela me pudesse retribuir.
O terceiro olhar - um gole a mais de solidão, aquele oceano que te toma por dentro sem você saber bem de onde vem, que te esquenta, queima, e gela em frações, que te morde, te afoga e te emerge, te beija, te bate com carinho... De repente um estalar de dedos...
O quarto olhar estava um pouco embaçado. Não percebia o contorno de seus olhos, a luz ofuscava em contrária direção... Não pude notar seu afastamento. Fiquei ao sul em pensamentos. Tentava me convencer e consolar com possíveis por quês.
Ao quinto olhar me vi... Só. Na verdade não deixei de estar. Era como uma ilusão à boca por um minuto e meio, e 23h de recordação.
Não pude deixar de notar os outros, agora em normais condições de temperatura e pressão, que me lançavam olhares; em primeira, segunda e quinta... Perpassei, continuei adiante. Quando algo me chamou atênção, era ela, me pedindo para voltar...
Embebendo-me de paixão, olhei para meu reflexo numa possa ao chão... Era o sexto olhar, como um sexto sentido que não possuo, me fazendo notar que o amor estava me consumindo e a si próprio, como óleo disel em combustão, qual um Romeu sem sua canção.
Minha epopéia moderna lançada ao silêncio.
Descobri que na verdade meu amor gira em torno de mim. Meu amor, uma garrafa ao fim e o bêbado sou eu.
[ Quaze Sóbrio ]
Ficha técnica: Vodka (slova) com refrigerantes (diversos)
Um gole de uísque (não sei qual)
Bolinhos de queijo e presunto.
domingo, 29 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O cara é um poeta!
ResponderExcluir